Dia 2: Paradas obrigatórias​

Venham! Vamos parar e descansar um pouco! (Mc 6.31)

DURANTE a caminhada de quarenta anos entre o Egito e a terra de Canaā, Israel armou e desarmou suas tendas inúmeras vezes. É como se lê: “Tendo partido toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, fazendo suas paradas, segundo o mandamento do Senhor, acamparam-se em Refidim” (Êx 17.1).

Nós também precisamos de muitas paradas na caminhada rumo à Canaă celestial.

Paradas para descansar um pouco da última etapa. O cansaço enerva e provoca desânimo. O próprio Jesus fez questão de sugerir aos seus discípulos um período de repouso (Mc 6.31).

Paradas para agradecer a Deus o que aconteceu durante a última etapa.

O maná não faltou; a coluna de fogo não se afastou; a nuvem que fazia o papel de um enorme toldo não desapareceu; as sandálias não se gastaram.

O agradecimento faz bem à alma. Não se pode esquecer “de nem um só de seus benefícios” (S1 103.2).

Paradas para refletir. Para reorganizar o pensamento, recapitular as lições anteriores, enxergar a mão de Deus, descer fundo na história da redenção, mirar o futuro pelos olhos da fé e da esperança. Asafe se livrou do suicídio espiritual ao entrar no santuário de Deus e se entregar à reflexão (SI 73.16-17).

Paradas para fazer reparos. Pode ser que haja um buraco na tenda e muita roupa para lavar. Reparos na economia do lar, no relacionamento conjugal, na educação dos filhos, no testemunho cristão, na saúde física e emocional, na vida devocional.

Paradas para abastecer. Há mais uma etapa pela frente. E depois outras e outras. E, assim, até chegar à terra que mana leite e mel. É preciso recompor o estoque, a fé, a confiança, a disposição, o ânimo, a coragem, a alegria, o entusiasmo, a submissão. O mandamento é encher as entranhas da Palavra de Deus (Ez 3.3) e a alma do Espírito Santo (Ef 5.18)!

 

  • Esta meditação foi retirada do livro Cuide das Raízes, Espere pelos Frutos, escrito por Elben César (Editora Ultimato).