Hoje me inspirei para escrever um poema pensando em uma amiga, mãe, que sempre me inspirou, a querida “Pri” – Priscila Mergulhão Garcia. Cresceu comigo na infância, adolescência, juventude e hoje, na fase adulta, também partilhamos do Caminho. Jesus é seu amigo, Sua alegria transborda nela. Não porque o caminho tenha sido fácil, muito longe disso, mas porque Ele está. Assim, desfrute de uma pequena-grande parte da vida dela comigo. Que nos inspirem esses versos de amor de mãe:
Mãos que falam do amor
Aos 24 anos, o amor chegou
tão inesperad
como nunca antes
Ora e decide
(percebe)
Sou.
Mãe.
O menino tinha seis.
O irmão mais velho, doze —
apenas doze a menos que ela
O caminho era nada plano.
Vales, dúvidas e dias
em que o amor era só
coragem
e duas mãos que falam.
O menino era surdo.
Como todo pequeno
queria
tempo, cuidado e
chance
de encontrar
o som do seu
próprio modo
de conversar com o mundo.
E ela estava ali.
Nas novas falas e nos novos silêncios,
nas conquistas e na
nova voz
que talvez ninguém mais
ouviu do quanto
custou.
O tempo passou.
Hoje, homem de mais de trinta anos,
se mantém com o
próprio
trabalho.
Proseia com mãos firmes
que sabem que foram
sustentadas
no palmo da mãe
que também foi
adotada
pelo Amor que serve.
Débora Vieira é psicóloga parental, educadora cristã e editora da Rede Mãos Dadas.
