Dia 1: Nosso ponto de partida

Introdução:

O apóstolo Paulo fundou a igreja em Corinto em 50 ou 51 a. C.  Ficou hospedado na casa de Priscila e Áquila, trabalhando com eles como artesão na confecção de tendas, e permaneceu naquela cidade por mais ou menos um ano e meio. Três ou quatro anos depois, os cristãos em Corinto questionaram a autoridade e o apostolado de Paulo. Se Paulo não era um apóstolo digno de ser ouvido, suas exortações (broncas) podiam ser desprezadas. O movimento era no sentido de desautorizar seus ensinamentos.

Os primeiros oito capítulos da carta (2 Coríntios) são uma réplica de Paulo contra os vários argumentos dos cristãos em Corinto. Paulo responde a cada um deles e acaba nos revelando muito sobre o que deve guiar uma pessoa que busca influenciar outras com amor no reino de Deus. Os primeiros capítulos de 2 Coríntios discorrem sobre alguns princípios de liderança cristã. São estes mesmos princípios que devem nortear o nosso trabalho com crianças e suas famílias hoje! Fica claro que as expectativas dos cristãos em Corinto sobre liderança estavam “contaminadas” pelas ideias vigentes no Império Romano daquela época. Eles queriam líderes eloquentes, com boa aparência, que projetavam força e sucesso. Paulo, por sua vez, argumenta que o líder cristão deve se oferecer como um sacrifício; que ele é um vaso de barro que pode ser quebrado; que é por meio de sua fraqueza que Deus pode realizar o seu querer.

No quarto capítulo da carta, ele chega a algumas conclusões importantes. Antes da leitura bíblica, convidamos você a:

  • Escolher uma criança por quem deseja orar. Essa criança lhe traz preocupação. É alguém da sua rede de influência cujos desafios existenciais ameaçam sua plenitude de vida.
  • Avaliar hoje as causas da sua preocupação. O que há na vida dessa criança ou adolescente que faz com que o seu coração fique apertado? Se for possível, escreva um pouco sobre isso.

Leitura:

Nova Almeida Atualizada

A Mensagem

Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. Pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas que trazem vergonha, não agindo com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus. E assim, pela manifestação da verdade, nos recomendamos à consciência de todos na presença de Deus.

2 Coríntios 4.1-2

Considerando que Deus, tão generosamente, nos permite participar do que ele tem feito, não vamos desanimar nem desistir só porque às vezes enfrentamos tempos difíceis. Nós nos recusamos a usar máscaras e a fingir. Não manipulamos os fatos nos bastidores nem deturpamos a Palavra de Deus em proveito próprio. Pelo contrário, sustentamos tudo que fazemos e falamos toda a verdade às claras, de modo que quem quiser possa ver e julgar por si mesmo, na presença de Deus.

2 Coríntios 4.1-2

 

Quando alguém contesta a nossa autoridade, há sempre uma sugestão sobre o porquê: “Você não sabe nada sobre esse problema”; “Você não se dedicou o bastante”; “Isso não é da sua alçada”; “Você erra na mesma coisa, não tem moral para falar nada”; e até a reação de desconfiança é ventilada: “O que você quer com esse seu interesse repentino?”

Quando a autoridade de Paulo para influenciar outras pessoas para o reino de Deus foi questionada, a atitude dele começa com quatro nãos:

  • Não vou desanimar nem desistir
  • Não vou usar máscaras e fingir
  • Não manipulo os fatos nos bastidores
  • Não deturpo a Palavra de Deus em proveito próprio

Nos próximos cinco dias, você vai levar o nome da criança ou adolescente que lhe causa preocupação diante do trono de Deus porque ele, o Pai, de forma muito generosa permite a você participar do que ele tem feito na vida desse ser, criado à imagem e semelhança dele. O ministério da intercessão é um privilégio que você pratica com alegria e seriedade. Toda a autoridade para interceder já lhe foi concedida. E é a partir desse mandato, o mandato da intercessão, que as outras possíveis ações podem surgir. Alinhe agora, o céu e a terra, trazendo a vontade do Pai para a vida dessa criança! 

Oração:

Ó Senhor, Paulo se manteve firme no caminho do Senhor, mesmo quando as pessoas queriam diminuir a sua voz ou acusá-lo de intenções impuras, incompetência ou de falta de credibilidade para exercer o seu ministério. Eu venho aqui interceder pelo(a) ____________ confiante de que o ministério da intercessão é um privilégio de todo aquele que crê. O Senhor já me concedeu a autoridade para interceder pelo(a) ____________. Eu também preciso de muito discernimento para saber como agir diante da situação do(a) ____________. Senhor, coloca-me nesta brecha, de ligar o(a) ___________ ao Pai em oração e súplica! No Senhor eu deposito toda a minha confiança!

Ação:

Na oração você pediu discernimento. Ação sem discernimento é um ato de desespero ou tolice. Pense em você, na sua relação com essa criança ou adolescente. Que papel você desempenha na vida dele ou dela? Que poderes você tem para influenciar a sua vida? Com que autoridade você poderia intervir para melhorar a vida desse adolescente ou criança? Ore para que nos próximos dias o Santo Espírito de Deus sussurre no seu coração respostas para estas perguntas!

Por Elsie Gilbert