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A realidade da gravidez precoce

A nível mundial, em 2021, estima-se que 14 por cento das adolescentes e mulheres jovens (com menos de 18 anos de idade) deram à luz uma criança.

De acordo com o Relatório do Conanda sobre a Primeira Infância 2020, de cada 5 bebês nascidos no Brasil, 1 é filho de mãe adolescente. O número de adolescentes de 15 a 19 anos que engravidam no Brasil é 8 vezes maior que na Alemanha e 10,5 vezes maior que na França. Quase mil adolescentes (930) dão à luz todos os dias, correspondendo a 434.500 novas mães adolescentes todos os anos no Brasil.

Esse número era maior no passado, mas agora está caindo. Nos últimos 15 anos, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, houve queda nos números de gravidez precoce na adolescência. No Norte e Nordeste, porém, houve um aumento. O Brasil registra uma das maiores taxas de gravidez na adolescência quando comparado a outros países da América Latina e do Caribe, com 68,4 nascidos vivos a cada 1.000 adolescentes e jovens.

As causas da gravidez precoce
Pesquisas confiáveis mostram que certos problemas podem contribuir para uma gravidez precoce não planejada. Freqüentemente, as mães jovens vêm de famílias de baixa renda. O relatório Conanda de 2020 afirma que, para muitas mulheres adolescentes, a gravidez tem pouco a ver com escolhas voluntárias e informadas. Pode ser consequência de desigualdades de gênero, discriminação (7 em cada 10 mães adolescentes são negras), violações de direitos (incluindo casamento infantil e exploração sexual), educação inadequada ou falta de perspectivas.

Em um artigo da BBC Online em 2020, Katy Watson escreveu sobre esse assunto. Ela cita Danie Sampaio: “Precisamos conversar mais com as mulheres para quebrar tabus e crenças que constrangem as mulheres, crenças que apenas são repassadas pelas mães e avós”.

A cultura machista e a hipersexualização das mulheres no Brasil são os maiores obstáculos para reduzir a gravidez na adolescência. Pode haver uma baixa abertura das famílias ao diálogo sobre a sexualidade e os riscos da gravidez precoce. Esta falta de diálogo está correlacionada com o risco de gravidez à medida que os adolescentes iniciam práticas sexuais. Existe também uma tendência para resistir a pedir aos parceiros que utilizem intervenções contraceptivas e os hábitos comportamentais podem estar associados ao consumo de álcool e drogas.

As consequências do início da gravidez
A gravidez precoce e o parto durante a adolescência, podem prejudicar o desenvolvimento saudável das meninas na idade adulta e ter impactos negativos na sua educação. Isso tem impacto em seus meios de subsistência e saúde.

As jovens grávidas são, frequentemente, pressionadas a abandonar a escola, o que pode afetar as suas perspectivas e oportunidades educativas e de emprego. As consequências sociais para as meninas podem incluir a redução do estatuto no lar e na comunidade, estigmatização, rejeição e violência por parte de membros da família, pares e parceiros, e casamento precoce e forçado.

As meninas, especialmente as que estão no início da adolescência, são particularmente vulneráveis às consequências para a saúde da gravidez e do parto, uma vez que os seus corpos podem não estar fisicamente preparados. Fístula obstétrica, eclâmpsia, endometrite puerperal e infecções sistêmicas são apenas algumas das doenças graves que podem enfrentar a curto e longo prazo.

O relatório do Conanda mostra que, em geral, quanto mais jovens são essas adolescentes, mais tarde percebem que estão grávidas e mais tarde procuram os serviços de saúde. A assistência pré-natal incompleta ou inadequada contribui para maior risco de mortalidade materna e neonatal, bem como de mortalidade entre filhos de mães adolescentes nos primeiros dois anos de vida.

  • Escrito por Caroline Taylor e retirado do site Happy Child International.

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