Dia 7: “…mas livra-nos do mal. Pois Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre”

O último pedido incluído no Pai Nosso me convida a enxergar a Jesus como o Salvador presente na minha vida em toda e qualquer circunstância. “Neste mundo vocês terão aflições”, disse Jesus a seus discípulos. “Contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16.33). Isto não quer dizer que coisas ruins jamais me afetarão, como se o meu relacionamento com Jesus fosse um tipo de “seguro de vida”. A morte acontece para todos nós deste lado da história! Até as pessoas que Jesus ressuscitou durante o seu ministério, em tempo, passaram pela morte novamente. Esta é a condição humana no presente. No futuro, tenho a certeza baseada em minha fé de que a morte não terá mais poder sobre o meu corpo, assim como não teve sobre o corpo de Cristo.

Ainda assim, posso e devo recorrer a Jesus para me livrar, tanto dos pequenos quanto dos grandes males que me afligem! E qual é o maior mal? “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno” (Mt 10.28) Estas palavras de Jesus colocam o pedido “Livra-nos do mal” em uma outra dimensão!

De acordo com Jesus, pedir para que ele me proteja de insucessos financeiros, de acidentes, de doenças graves, de investidas violentas contra a minha propriedade ou pessoa, são todos pedidos legítimos. Isto porque ele tem prazer em cuidar de mim como um bom Pastor que cuida de suas ovelhas. No entanto, o maior mal, o que de fato preciso temer, é a investida daquele que busca me convencer de que Deus não quer nada comigo. Ele quer me fazer crer que, ou Deus não existe ou não tem todo o amor que diz ter por mim. Ou talvez, que eu não seja merecedora de sua atenção.

Sou levada a contemplar a forma como o Salvador Jesus se comportou com o menino possuído por um espírito maligno. Quem o traz para Jesus é o pai. Os discípulos já tinham tentado resolver o problema sem sucesso. O pai diz, “Muitas vezes [o espírito] o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos” Mc 9.22.  Jesus responde, “Se podes? Tudo é possível àquele que crê”. E o pai admite sua falta de fé e disposição para mudar quando clama, “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”

Diante desta história de livramento, precisamos:

1- Que o maior mal, aquele que pode fazer perecer a nossa alma no inferno, tanto vivencial e presente, quanto future e eterno, é a incredulidade. Ou melhor, é depositar a nossa fé nas mentiras de Satanás.

2- Reconhecer que a nossa incredulidade aumenta o poder do inimigo sobre a vida das pessoas ao nosso redor. Isto porque damos valor às mentiras e ao engodo, acreditamos nas inverdades do mundo e desprezamos as verdades de Deus, passando a viver em opressão e não em vitória.

3- Precisamos, desesperadamente, de pedir a Jesus que nos livre do mal, ao mesmo tempo em que pedimos para que ele aumente a nossa fé!

Pensando na sua família:

1- Peça ao Senhor que livre a sua família de todos os males que lhe causam angústia. A sua lista não vai surpreender a Jesus, e pode ser até que ele já esteja cuidando de vários livramentos sem que você nem se dê conta. Mas peça, ele ouvirá e salvará a sua família na hora certa.

2- Confesse ao Senhor a sua falta de fé para os problemas mais graves que você mesmo nem acredita que tem solução! Pode ser o envolvimento de alguém com o álcool ou drogas, pode ser imoralidade sexual, pode ser simplesmente o afastamento das coisas de Deus que você percebe em um membro da sua família. Peça a Deus que lhe dê mais fé, fé suficiente para persistir em oração até que este problema seja resolvido para a glória de Deus!

3-  Gaste um tempo em silêncio e peça a Deus que fale com você sobre as áreas na sua vida que precisam da luz que acaba com as trevas. Peça a ele para lhe dar ideias e orientação para aumentar esta luz no seu lar e na sua família.

Lá de dentro do peixe, Jonas orou ao Senhor, ao seu Deus.

Ele disse: “Em meu desespero clamei ao Senhor, e ele me respondeu. Do ventre da morte gritei por socorro, e ouviste o meu clamor.

Jogaste-me nas profundezas, no coração dos mares; correntezas formavam turbilhão ao meu redor; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.

Eu disse: Fui expulso da tua presença; contudo, olharei de novo para o teu santo templo.

As águas agitadas me envolveram, o abismo me cercou, as algas marinhas se enrolaram em minha cabeça.

Afundei até os fundamentos dos montes; à terra cujas trancas estavam me aprisionando para sempre. Mas tu trouxeste a minha vida de volta da cova, ó Senhor meu Deus!”

Jonas 2:1-6

 

Por Elsie Gilbert, imagem Andrew Gilbert

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