Setembro Amarelo


Já se encerra o mês de setembro, mas a luta pela prevenção ao suicídio continua. Durante o mês houve várias iniciativas em muitas mídias, programações, palestras, testemunhos e outras mais ações.

É possível atuar junto com essa pessoa acolhendo sua dor, dialogando com amor,  tendo uma escuta ativa, com a fé em Deus também conseguimos ajudar a vencer os obstáculos e a comunicarmos a esperança que Ele têm para dar.

A Rede Mãos Dadas trouxe um artigo escrito pela Fabiane Nunes Queiroz, missionária em JOCUM.

A DESESPERANÇA E O SUICÍDIO

A campanha Setembro Amarelo tem como objetivo a prevenção e redução do número de suicídios. Sendo no Brasil, criada em 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP e Conselho Federal de Medicina – CFM, esse movimento tem se tornado cada vez mais conhecido a cada ano.

De acordo com o site oficial da campanha1, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os
anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão
relacionados a transtornos mentais.

Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e outros transtornos mentais, bem como o abuso de substâncias como álcool e drogas. São dados relevantes de uma realidade sofrida por quem comete o ato do suicídio e por familiares que enfrentam esse luto.

Um dos fatores provocantes do desejo de morte é a desesperança.

Conforme o Dicionário Online de Português2, desesperança é a ausência ou falta de esperança; descrença ou desilusão; circunstância de quem se encontra em desespero. Esse é um sintoma central da depressão e de outros transtornos como TAG (Transtorno de ansiedade generalizada). O indivíduo começa a abrir mão dos projetos que lhe faziam sentido em relação ao futuro.

Há três níveis de risco ao suicídio que precisam ser observados pelos profissionais da saúde, familiares e amigos:

Ideação ou pensamentos suicidas – quando a pessoa expressa o desejo de dormir e não acordar mais, intencionalidade de sumir e frases dentro dessa lógica.

 

 

Planejamento suicida – pensamentos de morte mais frequentes e articulação mental de meios que poderiam ser utilizados para cometer o ato.

 

 

Tentativa do suicídio – comportamento mais suicida, porém não conseguindo consumar a morte provocada.

Na verdade, a pessoa nem sempre quer dar cabo a sua vida, mas quer sair daquela realidade perturbadora que está vivendo, não sabendo como. Em muitos casos, os familiares não acreditam no que está sendo expressado de forma verbal ou no comportamento do sujeito, pensando ser apenas uma forma de chamar a atenção para si. No entanto, essa pessoa está precisando de ajuda urgente, de acolhimento e não de julgamento. A família é a principal rede de apoio, além dos profissionais de saúde e amigos.

É imprescindível que estejamos atentos para o grau de letalidade do comportamento suicida, observando se há o isolamento do indivíduo evitando o contato social, apatia (falta de reação emocional), pessimismo, desânimo ou tristeza, pois são fortes indicadores da depressão, significando sinais de alerta. Frases como: “Não consigo suportar a vida.”; “Sou um peso para meus familiares.”; “Eu só causo problemas.”; “Ninguém sentiria minha falta se eu partisse”; podem nos mostrar como a pessoa se encontra em suas emoções.

A questão do suicídio não é um problema somente de pessoas não cristãs, temos o exemplo
clássico do profeta Elias que em momento de angústia, orou: “— Já chega, ó Senhor Deus!
Acaba agora com a minha vida! Eu sou um fracasso, como foram os meus antepassados.”
(I Reis 19:4 – Versão NTLH)

Precisamos atuar com a pessoa de risco, acolhendo genuinamente sua dor, nos importando
com sua vida, disponibilizando nosso tempo para ouvi-la, demonstrando-lhe nosso afeto e
desejo de ajudá-la no processo de enfrentamento com palavras de esperança e amor.

A espiritualidade, reconhecida também pela ciência, é um dos fatores de proteção para o
indivíduo não chegar ao ponto extremo de praticar o suicídio. A fé em Deus nos ajuda a vencer
os obstáculos e a nos enchermos de esperança nele.

Quero lhe convidar a olhar ao seu redor e perceber se tem pessoas passando por conflitos
assim perto de você. Seja um acolhedor(a) do sofrimento dessas pessoas, um canal que as
leve até Deus. Encaminhe também para profissionais da saúde que possam ajudá-las, pois
alguns casos precisam de medicação específica. E não há problema nisso, Deus usa a ciência
a favor da humanidade, pois tudo vem dele.

Se você mesmo se identificou com as informações acima, olhe para o horizonte, busque
ajuda, dê passos, sua vida é muito preciosa e em Deus, nós temos muitas possibilidades de
Bem Viver.

 

“Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro
cheio de esperança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando.” (Jeremias 29:11 – NTLH)

Obrigada por sua companhia! Até a próxima!

 

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Fabiane Nunes Queiroz é missionária em JOCUM Recife, educadora social, psicóloga e pós-graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental. Casada com Daniel Queiroz.
Fabiane Nunes Queiroz

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