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Dia 2: Quem cuida de quem cuida?

Um dos maiores perigos em nossos relacionamentos é a polarização: um se especializa em dar e o outro, em receber. Não fomos criados assim – mão única. Somos interdependentes e a marca do ser humano é a troca, a capacidade de dar e receber.

No trabalho pelo resgate de crianças e adolescentes em situações de grande desvantagem, não é raro encontrar o agente social emocionalmente esgotado, seco, cansado. E aí, quem cuida de quem cuida?

Em primeiro lugar, é responsabilidade do próprio agente social buscar oportunidades de se restaurar física, emocional e espiritualmente. A falta de cuidado implica alguns riscos: o abandono precoce do trabalho, uma vida pessoal e familiar sofrível, relacionamentos rompidos e um agravo considerável daquele “complexo de salvador”, que todos nós temos um pouco.

Em segundo lugar, é responsabilidade da liderança de cada organização promover o bem-estar de seus trabalhadores, sejam eles funcionários, missionários ou voluntários. Algumas formas de perseguir esse alvo incluem a capacitação continuada, o aconselhamento individual e familiar, a promoção de atividades recreativas para trabalhadores e suas famílias, e o incentivo para que o trabalhador tenha o seu ninho acolhedor bem formado junto a uma comunidade de fé.

Em terceiro lugar, o cuidado de quem cuida é tarefa da comunidade cristã em geral. É aqui que nós entramos. A revista Mãos Dadas quer, nesta edição, fazer duas coisas:

Dizer a você, agente social cristão, que o seu trabalho não é vão. O que você faz tem valor eterno. Receba o nosso carinhoso aperto de mão.

Dizer a você, cidadão do reino de Deus, que o desafio continua e você tem muito a contribuir. Junte-se a nós. Mostre àquele amigo ou conhecido que trabalha com crianças em risco que você valoriza seu trabalho. O décimo segundo jogador de um time vencedor muitas vezes é a torcida.

De mãos dadas,

A felicidade, neste caso, assume uma categoria espiritual, alimentada da Palavra, que amplia a vocação humana de fazer o bem, evidenciando-se, às vezes, até em testemunhos de renúncia do prazer, pela alegria de gerar vida para aqueles que vivem em demasiada tristeza. Assim, se alguém quer ganhar a sua vida, perdê-la-á (Mt 16.25). A alegria fascinante do discípulo é viver permanentemente centrado na essência da vida e ter como centro da vida todo o conselho de Deus.

O discípulo é feliz por condicionar o seu prazer com o bem. Realiza-se com a vida quando se percebe cumprindo a sua vocação de existir como ser humano feito à imagem e semelhança de Deus. Até aqui a ética e a moral do discípulo combinam com a dos filósofos clássicos (Platão, Aristóteles, Spinoza e Spencer).

Entretanto, mais do que alegria na visão humana, o discípulo é feliz pelo prazer de acolher a revelação a respeito de Jesus Cristo, por possuir uma felicidade que vai além, um saber nem sempre conhecido, uma fé invencível.

Por Elsie B. C. Gilbert
Origem: Revista Mãos Dadas. Edição 04

 

Para Refletir:

No trabalho pelo resgate de crianças e adolescentes em situações de grande desvantagem, não é raro encontrar o agente social emocionalmente esgotado, seco, cansado. E aí, quem cuida de quem cuida?

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