Dia 4: Jesus pode nos ajudar a ver nossas limitações como algo positivo?

 

Nosso tempo é limitado, a capacidade de nos relacionar com os outros é finita, recursos financeiros são escassos. Em outras palavras, todos nós lutamos contra as nossas limitações. Elas nos sobrecarregam, nos forçam a escolher – com muita dificuldade – entre a vida pessoal, a familiar e a comunitária.

Como cuidar das crianças ao nosso redor que estão sofrendo quando nós mesmos temos tantos problemas para enfrentar? Nós não conseguimos dar conta de tudo que temos que fazer. Somos limitados. 

Leia Mateus 4:18-22. 

Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Eles estavam lançando redes ao mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”.

No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram. Indo adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Eles estavam num barco com seu pai, Zebedeu, preparando as suas redes. Jesus os chamou, e eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, o seguiram.

Leia Lucas 10:1-2.

Depois disso, o Senhor designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois, adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita.

Quando Jesus chamou seus discípulos para o seguirem, ele estava aceitando suas limitações enquanto ser humano. Ele também estava abrindo seu ministério, sua missão, para os outros participarem. Jesus investiu boa parte de seu tempo e recursos limitados treinando outras pessoas.

Embora tenha começado com doze anos, tempo em que ensinou intensamente, ele teve muitas outras mulheres e homens que aprenderam com ele e participaram de sua missão. Ele possuía tempo e espaço limitados. No entanto, sua missão era alcançar o mundo inteiro. 

Sua missão de alcançar todo o mundo estava além de qualquer vida humana. Precisamos nos afastar da ideia de que podemos enfrentar as forças do mal sozinhos.

No final, quando Jesus estava sozinho, abandonado, os poderes do mundo o crucificaram. O que salvou Jesus de cair em tentações foi sua obediência a Deus, não os poderes que Ele possuía, que para nós parecem mágicos. Ele aceitou suas limitações ao reconhecer que dependia principalmente de Deus Pai, mesmo até a morte.

Deus transformou a morte de Jesus em vitória sobre o pecado, a morte e o mal. Ele incluiu essa consciência de suas próprias limitações no treinamento que ofertou aos seus seguidores. Ele criou uma comunidade para continuar o trabalho de cumprir sua missão ao redor do mundo. Nisso, Ele nos revelou que poderíamos viver nossas vidas com nossas limitações, desde que praticássemos a obediência.

Em nossas fraquezas Deus nos revela sua infinita sabedoria e poder. Deus nos revelou nas limitações humanas de Jesus a importância das outras pessoas. Deus usa nossas fraquezas para nos mostrar que precisamos uns dos outros.

Em outras palavras, devemos viver e trabalhar em comunhão com os outros. Portanto, nossas limitações são convites para que possamos trabalhar, cantar, levar adiante o ministério com os outros, para compartilhar as tristezas e alegrias.

Cerque-se de pessoas que te complementam, sua fraqueza pode ser a força deles, e a fraqueza deles pode ser a sua força!

 

  • Por James Bruce Gilbert